"O que você quer saber de verdade", novo e oitavo álbum de Marisa Monte, lembra muito "Memórias, crônicas e declarações de amor" (2000)- o que não é nada ruim.
"Depois" talvez seja a canção que melhor encarne o espírito do disco: um pop de rádio AM anos 70, meio dramático, meio Márcio Greick, com a Nação Zumbi na base e cordas arranjadas por Miguel Atwood-Ferguson (parceiro de Flying Lotus, o queridinho das eletrônicas experimentais).
O popular de Marisa tem grife. Primeira faixa a ser divulgada, "Ainda bem" é outro bom exemplo disso, juntando violão flamenco, guitarra surf music, trompete mariachi e muito nã-nã-nã-nã.
E quem um dia esperava ver Marisa cantando forró vai se fartar com "Hoje eu não saio, não", que traz o acordeom de Waldonys. "Hoje eu não saio, não / Quero ver televisão", canta ela, num irônico contraponto ao "Já sei namorar" dos Tribalistas ("Não tenho paciência pra televisão/ Eu não sou audiência para a solidão").






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Acabei de assistir “Telephone“. Olha, legal, mas nem tanto. Claro que têm vários momentos no clipe que são bem pop’s e divertidos, mas não sei, falta alguma coisa. Não é nenhuma exigência ou comparação com ninguém, mas falta algo. Sempre vou com os olhos e ouvidos bem abertos para receber a GaGa, mas sempre falta alguma coisa. Em relação ao olhos (vídeo), gostei. Talvez deve ser os ouvidos (música), a canção é um chiclete pop, mas não me agrada muito. Sei lá, a batida muito eletro-pop radiofônico... não sei. Mas o clipe já ganhou ponto. Essa canção, por exemplo, acho que só tinha escutado uma vez desde que baixei o “Fame Monster” e agora quero ouvir novamente.